Contrato de Compra e Venda de Bem Imóvel com Multipropriedade Template for Brasil

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O que é um Contrato de Compra e Venda de Bem Imóvel com Multipropriedade?

A multipropriedade imobiliária foi introduzida formalmente no ordenamento jurídico brasileiro pela Lei 13.777/2018, que alterou o Código Civil e a Lei de Registros Públicos. Esta modalidade permite que um imóvel tenha múltiplos proprietários, cada um com direito de uso em períodos de tempo pré-determinados. O contrato de compra e venda com multipropriedade surge como instrumento jurídico necessário para formalizar estas transações, garantindo segurança jurídica às partes e estabelecendo as condições específicas desta forma de propriedade compartilhada.

Perguntas frequentes

O contrato de multipropriedade é válido e obrigatório no Brasil?

Sim, o contrato de compra e venda de bem imóvel com multipropriedade é plenamente válido e legalmente obrigatório no Brasil desde a Lei 13.777/2018. Esta lei regulamentou oficialmente o instituto da multipropriedade, alterando o Código Civil e garantindo segurança jurídica para este tipo de negócio. O contrato deve ser registrado no Cartório de Registro de Imóveis para ter plena eficácia.

Preciso de advogado para assinar contrato de multipropriedade?

Embora não seja obrigatório por lei, é altamente recomendável contratar um advogado especializado em direito imobiliário antes de assinar um contrato de multipropriedade. A Lei 13.777/2018 estabelece regras específicas e complexas sobre direitos, obrigações e regime de uso que podem impactar significativamente seus direitos. Um advogado pode revisar as cláusulas e identificar possíveis problemas.

Como registrar multipropriedade se o contrato estiver incompleto?

Se o contrato de multipropriedade estiver incompleto ou com informações faltantes, o Cartório de Registro de Imóveis não poderá efetuar o registro conforme exige a Lei 13.777/2018. Será necessário retificar o documento através de aditivo contratual ou novo instrumento que complete as informações obrigatórias. Sem registro, os direitos de multipropriedade não produzem efeitos contra terceiros.

Quais são os requisitos obrigatórios da Lei 13.777/2018 para multipropriedade?

A Lei 13.777/2018 exige que o contrato contenha: identificação completa do imóvel e das frações temporais, descrição dos períodos de uso de cada multipropriétário, regras de administração e conservação, forma de rateio de despesas e responsabilidades. O contrato deve ser registrado no Cartório de Registro de Imóveis da circunscrição do imóvel para ter validade plena.

Qual a diferença entre multipropriedade e time sharing tradicional?

A multipropriedade, regulamentada pela Lei 13.777/2018, confere direito real sobre frações temporais do imóvel com registro no Cartório de Imóveis, enquanto o time sharing tradicional geralmente envolve apenas direitos contratuais ou societários. A multipropriedade oferece maior segurança jurídica, possibilidade de transmissão hereditária e direitos reais que podem ser opostos contra terceiros, diferentemente dos contratos de time sharing antigos.

Quanto tempo demora para finalizar um contrato de multipropriedade?

A elaboração do contrato de multipropriedade pode levar de 15 a 30 dias úteis, dependendo da complexidade do empreendimento e negociação das cláusulas. Após a assinatura, o registro no Cartório de Registro de Imóveis leva geralmente de 10 a 20 dias úteis. O processo completo, incluindo análise jurídica adequada, pode totalizar entre 30 a 60 dias.

Quais erros mais comuns ao assinar contrato de multipropriedade?

Os erros mais frequentes incluem: não verificar se o empreendimento está devidamente registrado conforme Lei 13.777/2018, não compreender as regras de uso e ocupação das frações temporais, ignorar cláusulas sobre rateio de despesas de manutenção, e não analisar adequadamente as condições de transferência da multipropriedade. Muitos também assinam sem verificar a situação jurídica do imóvel.

Posso vender minha fração de multipropriedade livremente no Brasil?

Sim, a Lei 13.777/2018 garante o direito de alienar livremente a fração de multipropriedade, que constitui direito real registrado no Cartório de Imóveis. A transferência deve ser formalizada por escritura pública ou instrumento particular com firmas reconhecidas e posteriormente registrada. O contrato original pode estabelecer direito de preferência aos demais multipropriétários, mas não pode proibir a venda.

Revisado por

Swetha Meenal

Legal Engineer, GenieAI

Swetha Meenal profile photo

A lawyer, legal researcher and legal tech founder, Swetha has built AI products deployed inside Tier 1 firms and enterprises. She ensures GenieAI's alignment with the latest regulation and executes testing on the legal robustness of Genie output.

Revisado por

Imad Mohammed Nazar

Legal Engineer, GenieAI

Imad Mohammed Nazar profile photo

A Skadden-trained M&A lawyer, Imad advised on cross-border transactions and contractual risk before moving into legal AI. He reviews GenieAI's output for compliance and enforceability across our 150+ supported jurisdictions, as well as facilitating external benchmarking.

Jurisdição

Brasil

Publicador

GenieAI

Sector

Business

Custo

Gratuito

Última atualização

Sobre o Contrato de Compra e Venda de Bem Imóvel com Multipropriedade

O Contrato de Compra e Venda de Bem Imóvel com Multipropriedade é um documento jurídico especializado que você precisa quando deseja adquirir ou vender frações temporais de propriedade imobiliária no Brasil. Este contrato difere significativamente dos contratos tradicionais de compra e venda, pois incorpora as particularidades do regime de multipropriedade estabelecido pela Lei 13.777/2018, que permite o compartilhamento da propriedade entre múltiplos titulares com direitos de uso em períodos específicos.

When do you need this document?

Você necessita deste contrato quando está adquirindo ou vendendo uma fração temporal de propriedade em empreendimentos de multipropriedade, como resorts, condomínios de lazer ou imóveis de temporada. Este documento é essencial para transações envolvendo timeshare, onde você compra o direito de usar um imóvel por determinados períodos anuais, seja em semanas fixas ou flutuantes. O contrato também é necessário quando você está investindo em propriedades compartilhadas para fins de renda ou quando deseja formalizar a transferência de direitos já existentes em regimes de multipropriedade previamente estabelecidos.

Key legal considerations

As principais considerações legais incluem a correta identificação da fração temporal sendo adquirida, especificando claramente os períodos de uso, sistema de rotação e regras de ocupação. Você deve atentar para as cláusulas que definem responsabilidades sobre manutenção, despesas condominiais e taxas de administração, que são distribuídas proporcionalmente entre os multiproprietários. O contrato deve estabelecer claramente os direitos de transferência, sucessão e eventual dissolução da multipropriedade, bem como os procedimentos para resolução de conflitos entre os co-proprietários. Também é fundamental incluir garantias sobre a regularidade jurídica do imóvel e a capacidade legal do vendedor para alienar a fração temporal.

Legal requirements in Brasil

No Brasil, o contrato deve estar em conformidade com a Lei 13.777/2018, que regulamenta especificamente o instituto da multipropriedade, além de observar as disposições gerais do Código Civil sobre contratos de compra e venda. O documento deve ser registrado no Cartório de Registro de Imóveis competente, conforme alterações introduzidas na Lei 6.015/1973, sendo obrigatório o registro da instituição da multipropriedade na matrícula do imóvel. Para empreendimentos novos, é necessário observar as normas da Lei 4.591/1964 sobre incorporações imobiliárias. Quando a relação envolver consumidores, aplicam-se também as disposições do Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990), garantindo direitos específicos como arrependimento e informações claras sobre o produto. O contrato deve especificar claramente o regime jurídico aplicável, os direitos e deveres de cada multiproprietário, e os procedimentos para administração do bem compartilhado.

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